terça-feira, novembro 19, 2013

Os homicídios em nosso país são hoje a principal causa de morte de jovens de 15 a 29 anos e atingem especialmente jovens negros do sexo masculino, moradores das periferias e áreas metropolitanas dos centros urbanos.
 
Para reverter esse quadro, o governo federal vem implementando ações e campanhas com foco na sensibilização da sociedade quanto à gravidade dos casos.
 
Para se ter uma ideia, nobres colegas, dados do Ministério da Saúde mostram que mais da metade (53,3%) dos 49.932 mortos por homicídios em 2010 no Brasil eram jovens, dos quais 76,6% negros (pretos e pardos) e 91,3% do sexo masculino.
 
Em resposta a esse desafio, o governo federal lançou o Plano Juventude Viva, sob a coordenação da Secretaria-Geral da Presidência da República, por meio da Secretaria Nacional de Juventude, e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.
 
O Plano Juventude Viva é fruto de uma intensa articulação interministerial para enfrentar a violência contra a juventude brasileira, especialmente os jovens negros, principais vítimas de homicídio no Brasil.
 
O Governo federal irá atuar em parceria com governos estaduais e municipais para combater homicídios entre jovens e incorpora a dimensão preventiva à violência, articulando políticas sociais nos campos da educação, do trabalho, da cultura, do esporte, da saúde, do acesso à justiça e à segurança pública para ampliação dos direitos da juventude, combates às desigualdades raciais e garantias  dos direitos humanos.

Além das ações voltadas para o fortalecimento da trajetória dos jovens e transformação dos territórios, o Plano busca promover os valores da igualdade e da não discriminação, da desconstrução da cultura da violência, do enfrentamento ao racismo e ao preconceito geracional, que contribuem com os altos índices de mortalidade.
 
Não se pode esquecer que inúmeras são as vezes que o racismo ocorre em instituições que se relacionam com os jovens, como a escola, o sistema de saúde, a polícia, o sistema penitenciário e o sistema de justiça.
 
Esperamos que com essas ações, possamos poupar a vida de jovens brasileiros, ao mesmo tempo que alcancemos a sensibilidade da opinião pública sobre a banalização da violência  e a valorização da vida.

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